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Acordo de cooperação prevê fortalecimento da eólica no RN

Representantes do ISI-ER e Barlovento assinam acordo de cooperação técnica, na sede do Senai, em Natal (Foto: Renata Moura)

O Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e a empresa espanhola Barlovento assinaram, nesta segunda-feira (16), acordo de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas, projetos e serviços conjuntos focados em energia eólica onshore e offshore. A parceria foi celebrada no Hub de Inovação e Tecnologia do enai-RN, em Natal.

A cooperação entre as partes abre caminho para a implantação, no Rio Grande do Norte, do primeiro sítio de testes de LiDARs do Brasil com certificação internacional para o mercado, além de outras potenciais investidas em áreas como ensaios e calibrações.

O acordo de cooperação técnico-científica terá duração de cinco anos, com possibilidade de prorrogação.

“A Barlovento é um dos principais atores na cadeia de energia eólica, em áreas como certificação, avaliação de dados, avaliação de desempenho de aerogeradores e dimensionamento de parques, e existem vários serviços atrelados a esses que o Senai também trabalha ou que poderá trabalhar. Então, por que não ter dois gigantes como esses fazendo isso em parceria?”, disse o diretor do Senai-RN e do ISI-ER, Rodrigo Mello.

Intercâmbio

“A Barlovento já está no Brasil há 12 anos, mas, mesmo assim, entende que é importante ter um parceiro do tamanho do ISI”, disse Flávio Rosa, diretor geral da companhia no país.

“Alguns tipos de serviços que já fazemos em outros países, vamos começar a desenvolver aqui junto com o ISI. A ideia é, além de trazer conhecimento da Barlovento de fora para cá, também trazer a experiência do Instituto Senai para os nossos estudos fora do Brasil”, acrescenta.

Ensaios em equipamentos de medição remota – os LiDARs – estão entre as potenciais frentes de atuação conjunta dos parceiros. “O ISI-ER tem uma torre de 170 metros de altura em Jandaíra (RN) e nós vamos juntos utilizar essa torre para fazer ensaios nesse tipo de equipamento”, detalhou Flávio Rosa.

Hoje, empresas do setor compram o equipamento e precisam fazer essa verificação fora do Brasil.

“A nossa ideia é que o empreendedor, o desenvolvedor, compre o LiDAR e alugue a torre com a gente para fazer seus testes. Vamos então oferecer o serviço completo de calibração de LiDARs”, observa o executivo.

Câmara

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