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Brasil: geração de energia solar centralizada supera 12 GW

Segundo mapeamento da Absolar, segmento já trouxe mais de R$ 54,3 bilhões em investimentos desde 2012 (Reprodução)

Mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) aponta que o Brasil ultrapassou a marca de 12 GW de potência operacional nas grandes usinas solares. Segundo a entidade, desde 2012, o segmento já trouxe mais de R$ 54,3 bilhões em investimentos e mais de 365,2 mil empregos, além de proporcionar cerca de R$ 19 bilhões em arrecadação aos cofres públicos.

As usinas solares de grande porte operam em todos os estados brasileiros, com liderança, em termos de potência instalada, da região Nordeste, com 59,95% de representatividade, seguida pelo Sudeste, com 38,85%, Sul, com 0,27%, Norte, com 0,33% e Centro-Oeste, com 0,36%.

Segundo o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, além de ser uma fonte competitiva e limpa, a maior inserção da energia solar em grandes usinas é fundamental para o país reforçar a sua economia e impulsionar o processo de transição energética.

“O crescimento da energia solar fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros, fatores cada vez mais importantes para a economia nacional e para o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo país”, declara Sauaia.

Considerando também a geração distribuída, segmento composto por sistemas fotovoltaicos residenciais e comerciais, o Brasil atualmente conta com 39 GW de capacidade instalada de energia solar.

Hidrogênio verde

Para o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, o crescimento acelerado da energia solar é tendência mundial e colabora para o processo de descarbonização da economia.

“O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta, o que abre uma enorme possibilidade para a produção do hidrogênio verde (H2V) mais barato do mundo e o desenvolvimento de novas tecnologias sinérgicas, como o armazenamento de energia e os veículos elétricos”, disse o dirigente.

“Segundo estudo da consultoria Mckinsey, o Brasil poderá ter uma nova matriz elétrica inteira até 2040 destinada à produção do H2V. Para tanto, o país deverá receber cerca de R$ 1 trilhão em investimentos no período, como geração de eletricidade, linhas de transmissão, unidades fabris do combustível e estruturas associadas, incluindo terminais portuários, dutos e armazenagem”, destacou Koloszuk.

Câmara

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