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ONS: falha em regulador de tensão provocou apagão

Diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, em audiência na Câmara dos Deputados (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ociocchi, afirmou hoje (29), em audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, que o apagão nacional do último dia 15 foi provocado por falha em regulador de tensão de uma usina. Segundo o executivo, o equipamento demorou milissegundos além do previsto para entrar em operação após a falha na linha de transmissão Quixadá-Fortaleza II.

Ociocchi explicou que a demora inesperada sobrecarregou o sistema, gerando um efeito em cascata. Ele contou ainda que, após o reestabelecimento do serviço para todo o país, o ONS decidiu, por precaução, determinar a redução do volume de energia disponível na rede até que as causas do apagão estejam devidamente esclarecidas.

“Quando temos um evento de grandes proporções cujas causas ainda não estão completamente identificadas, o ONS tem a prerrogativa de assumir uma operação mais conservadora. O que [neste caso] consistiu na redução do fluxo de energia nas linhas de transmissão que conectam a Região Nordeste à Região Sudeste; o Norte com o Sudeste e o Norte com o Nordeste”, comentou o diretor-geral do ONS, explicando que, por razões operacionais, optou-se pelo “corte” de parte da produção eólica e solar.

“Devido a estarmos na época da seca, as [usinas hidroelétricas do Rio] São Francisco já estão operando com sua vazão e geração mínimas e não poderíamos reduzir ainda mais. A geração termoelétrica, em todo o Brasil, já estava trabalhando de forma que não poderia ser reduzida. Portanto, como o grande exportador do Nordeste são as fontes eólicas e solares, foi aí que tivemos que cortar. Não porque exista um problema de geração [destas duas fontes]”, acrescentou Ciocchi, garantindo que “a restrição do fluxo de energia” será momentânea e não impede que “100% das necessidades brasileiras sejam atendidas, de forma segura”.

Na ocasião, o diretor-geral negou que a geração de energia eólica e solar tenha relação com o apagão.

“Não há como, nesse momento, atribuir culpa a fontes. Isso é importante que seja dito. Não há como atribuir culpa, inclusive aos agentes”, disse o diretor.

Ainda de acordo com o Ciocchi, a rede está operando com menor participação das fontes variáveis, segundo para reduzir o esforço no sistema, com redução da transferência de energia da região Nordeste para o Centro-Sul.

“Estamos trabalhando assim, dessa forma mais segura, restringindo o fluxo da energia desses grandes eixos”, assegurou.

 

 

Com informações da Agência Brasil

Câmara

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