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Projeto testa potencial de bioenergia do agave no sertão nordestino

Programa vai explorar o potencial do agave como fonte de biomassa de baixo custo (Reprodução)

A Shell Brasil e o Senai Cimatec lançaram hoje (13), em Conceição do Coité (BA), a segunda fase do programa Brave – sigla em inglês para Desenvolvimento do Agave no Brasil. A ideia é explorar o potencial do agave – planta suculenta de origem mexicana, como fonte de biomassa de baixo custo para a produção de etanol, biogás e outros produtos em novas biorefinarias.

A iniciativa conta com financiamento da Cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) presente nos contratos firmados entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e empresas que atuam na exploração e produção de petróleo e gás natural.

A primeira etapa começou em novembro de 2022, na Unicamp, com o estudo das mudas ideais para cultivo no sertão nordestino. A pesquisa é financiada graças à Cláusula de PD&I,  que obriga a aplicação de 1% da receita bruta das empresas em pesquisa para novas tecnologias.

O diretor da ANP Daniel Maia Vieira participou do evento de lançamento da nova fase do projeto. A Agência é responsável pela análise, aprovação, acompanhamento e fiscalização da aplicação dos recursos oriundos dessa cláusula.

Em seu discurso, o executivo falou sobre o papel da ANP de incentivar o uso de novas tecnologias no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis e da importância de projetos como o BRAVE.

“O Brasil já é um grande expoente no cenário energético. Temos 42% da nossa matriz energética renováveis. Contando com o setor elétrico, são 62%. Isso não acontece em outros lugares do mundo, mas, no Brasil, já é realidade. Projetos como o BRAVE vão impulsionar ainda mais uma transição energética mundial e, sem dúvida, brasileira, para termos energia mais limpa e renovável”, afirmou.

Segunda etapa

Nesta nova fase, o BRAVE prevê duas frentes de atuação: os projetos BRAVE-Mec e BRAVE-Ind. O BRAVE-Mec tem como foco o desenvolvimento de soluções de mecanização para o plantio e colheita do agave, além de desenvolver um campo experimental de testes, visando promover o cultivo e manejo de diferentes tipos dessa planta.

Em paralelo, o projeto BRAVE-Ind vai desenvolver tecnologias de processamento do agave para a produzir etanol de primeira geração e segunda geração – aquele obtido através das folhas e bagaço da planta, e outros produtos renováveis.

Os dois projetos somam-se ao BRAVE-Bio, projeto de pesquisa financiado pela Shell em parceria com a Unicamp, iniciado em novembro de 2022.

Câmara

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